Stgo do Chile – do aeroporto ao hotel

26/02/2011

Geralmente quando alguém me pede dicas sobre Santiago, como ir do aeroporto ao hotel é a no. 1 em pedidos. O Aeroporto Internacional Arturo Merino Benitez está a uma distância razoável do centro da cidade, 17 km.

A maneira mais econômica de chegar ao centro da cidade é o Turtransfer. Mas o transfer só é vantagem se você estiver sozinho ou no máximo acompanhado de mais uma pessoa. O percurso custa por volta de 10 dólares cada.

O táxi no Chile é baratíssimo, dá para usar sem medo também. Caso prefira algo mais seguro, passe direto pelos vários gentis homens que estarão esperando loucamente por você no desembarque e vá direto ao balcão dos taxis credenciados que deverá estar à sua frente à direita. Esse serviço custa em torno de 25 dólares.

Uma opção econômica é o ônibus CentroPuerto que vai até o Terminal Los Héroes (estação de metrô), o Tour Bus vai até o centro de Santiago. E estão também as vans TransVip e TransCity que chegam a diversos bairros da cidade. O bilhete pode ser comprado em guichês próximos à retirada da bagagem.

Open Tour no inverno – Paris

26/02/2011

Todas as fotos deste post foram tiradas desde o ônibus Open Tour da Cityrama entre 29 e 30 de dezembro de 2010.

O post sobre os ônibus panorâmicos que circulam por Paris é um dos campeões de visitas neste blog, motivo suficiente para escrever outro, desta vez com a experiência de usá-los durante o inverno parisiense.

Antes de chegar a Paris pensei que não seria interessante pelo frio e também por já conhecer a cidade. Me enganei. Mesmo no inverno continua sendo um ótimo lugar para ver a cidade sob outro ângulo e consegui r algumas fotografias incríveis. Para quem visita a cidade pela primeira vez diria até que é imperdível, já que dá uma dimensão melhor da beleza (de tirar o fôlego) da Cidade-luz.

É claro que há alguns inconvenientes. Pode chover (inacreditavelmente ninguém se move!). Os turistas resistem bravamente à intempérie :D . O frio é de rachar. Cachecóis, gorros e luvas (boas!) são essenciais.

Outro contra é a quantidade reduzida de ônibus circulando. O problema é que entre o Natal e o Ano Novo a cidade fica absurdamente LOTADA, afinal quem não quer passar o Reveillon em Paris? E os ônibus estão sempre cheios, faça frio, neve ou chuva.

No dia 02 de janeiro tudo começa a voltar ao normal e aí faz mais sentido a redução de ônibus… Não seria má idéia que a Cityrama aumentasse a circulação nessa semaninha natalina…

Santiago no Inverno – Estações de Esqui

15/07/2010

Todas as fotos são da estação El Colorado.

Geralmente os brasileiros adoram visitar o Chile em julho, por causa da neve. A alta temporada pra valer é durante o verão, quando o tempo fica agradável para percorrer o país de norte a sul. No inverno, o melhor é ficar em Stgo , esquiar nas estações próximas à capital ou dar uma esticada até San Pedro de Atacama.

As estações mais conhecidas são:

- Valle Nevado (é um complexo com 3 hotéis) – Fica a uma hora de Stgo, por uma estrada sinuosa. Eu aconselho passar o dia, a não ser que vcs queiram aprender a esquiar e curtir a estação.

- Portillo – Fica a 4 horas da capital e não recomendo como passeio de um dia. Além de longe demais é  pra lá que vão as feras do esporte. Portanto a ordem é esquiar até cansar. Não se faz outra coisa. A neve é de excelente qualidade, o lugar é bonito, mas para uma primeira visita, a localização não favorece.

- Pucón (Sul) – a estação é bem mais modesta, mas fica aos pés do vulcão Villarrica e a cidade é charmosa demais. Recomendo, mesmo com frio, uma passada por essa cidade. Lá tb há muitas cabañas para alugar e é baixa temporada, preços láaaa embaixo. Pucón é lindíssima no verão. Imagine Campos do Jordão com vulcão nevado, termas e praia. Assim é Pucón.

- Termas de Chillán (Sul) é mais agradável para quem não sabe esquiar muito bem porque tem alternativas, como as termas e a região dos lagos para conhecer. São vários hotéis também que fazem parte do complexo e o melhor, claro, é o mais caro…

Voltando ao Valle Nevado, pela mesma estrada, existem mais 3 estações, não tão conhecidas aqui, mas muito usadas pelos próprios chilenos. La Parva, El Colorado e Farellones ficam antes de Valle Nevado. Lá há opções de hospedagem variadas como alugar uma cabaña ou pequenas hospedarias, o que pode ser bem legal para quem  vai com crianças ou passar só o dia. As mesmas empresas que levam até o Valle Nevado fazem  esse transporte.

Para passar o dia, os guias provavelmente cobrarão uns U$ 70 pelo passeio. Olha, é um $ mal pago, porque o “passeio” se resume a um transporte até a estação. O melhor é usar os serviços da Ski Total que sai de alguns shoppings (Parque Arauco, Alto Las Condes, Av. Apoquindo), eles cobram U$15 pelo transporte e alugam todos os equipamentos e roupas. No site tem listas de preços. Luvas, óculos e botas impermeáveis são essenciais, mesmo que  não vá esquiar. Não precisa marcar horário, é só chegar às 8 da manhã, todos os dias durante a alta temporada de inverno.

Vale muito a pena passar o dia, inclusive muita gente se hospeda em Stgo e sobe todos os dias para o Valle Nevado, porque assim pode aproveitar a cidade que oferece muita coisa legal.

Leve um lanchinho se estiver em viagem econômica, porque é passeio para o dia inteiro e lá as coisas são carésimas, tipo um chocolate quente por 20 reais. Os únicos restaurantes são os dos hotéis. Não se acanhe, os europeus são os primeiros a tirar o lanche de mortadela da mochila :D .

Um pisco sour na neve é um luxo e ainda esquenta. Recomendo mucho!

Quanto às roupas prefira sair da cidade com roupas mais coladas, porque as roupas para neve vão por cima das que já está usando. Eu gosto daquelas bailarinas com meia-calça de lã por baixo, e blusa pode ser uma cacharel com uma fleece por cima. Meias grossas e cachecol. Se o dia estiver ensolarado, não esqueça o protetor solar e os óculos escuros!

Chile – Dulce Patria

15/07/2010

Desde que criei este blog venho enrolando para escrever sobre o Chile. Na verdade não sabia por onde começar.

O Chile e o Brasil se fundem em minhas experiências e lembranças e às vezes não sei bem se o que vi e vivi foi lá ou aqui. 

Fiz a travessia Brasil-Chile muitas vezes, de avião, ônibus e até de carro! Também fui moradora por um tempo, o que é beeem diferente.

Na época da faculdade, que comecei cursando em SP, decidi num ímpeto juvenil sair em busca das minhas raízes e transferi a matrícula de jornalismo para Santiago. Fiquei durante 4 anos e aprendi muito sobre esse lugar que eu conhecia através da memória dos meus pais. Nesses 4 longos anos senti na pele a saudade, a importância da família e amigos, aprendi a me virar sozinha e me senti estrangeira em meu próprio país.

Nasci em Santiago do Chile, mas ainda bebê mudei para São Paulo. Cresci com a Turma do Balão Mágico e ao som de Chico Buarque, o Brasil está entranhado em mim, mas a pátria-mãe interferiu definitivamente no meu gosto musical, gastronômico e cultural.

Último dia em Paris – Rodin e Cluny

12/07/2010

No nosso último dia em Paris fizemos um roteiro mais leve já que tínhamos o voo marcado para a tarde.

Começamos pelo Museu Rodin, em seguida o Museu de Cluny e dedicamos o tempo que nos restou a flanar pela Île de la Cité e a Île St Louis.

O Museu Rodin é imperdível, seus jardins são maravilhosos e é um ótimo lugar para passar um domingo ensolarado. Há uma lanchonete com mesas ao ar livre nos jardins do Museu.

Para quem não conhece muito do artista e de sua amada Camille, recomendo assistir o filme Camille Claudel que provavelmente ajudará a entender melhor as obras e sua importância. É válido também comparar com outras obras do período e comprovar por que Auguste Rodin é considerado um escultor tão polêmico.

O Museu de Cluny não é dos mais procurados em Paris, mas para quem aprecia ou se interessa pela Idade Média é indispensável. Os pontos altos são as termas galo-romanas que datam do século I d.C., a série de tapeçaria A Dama e o Unicórnio e uma infinidade de objetos de uso cotidiano do período medieval.

Não dá para falar sobre o Cluny sem citar o excelente post do Matraqueando, que explica tintim por tintim tudo o que você precisa saber sobre este ótimo museu. Voilà!

Mont St Michel – Normandia

06/07/2010

Com um dia livre sem roteiro definido, tínhamos 3 alternativas: flanar por Paris, ir a Londres por um dia via TGV ou passar o dia no Mont St Michel.

Deixei por conta da minha companheira de viagem, já que estávamos lá realizando desejos e fomos para a última opção.

Para otimizar o tempo e relaxar um pouco, era nosso penúltimo dia de viagem, fomos com a Cityrama. O preço é meio salgado, por volta de 150 euros, mas inclui um bom almoço com vista para o Monte e passei as minhas melhores horas de sono na França no trajeto até lá.

Pelo caminho:

O almoço, no Restaurant  Sur Le Mont St Michel, regado a Cidre Brut:

Entrada: Omelete típica da região, com um sabor diferente e levinha.

O prato principal: Foie Gras.

A sobremesa: Tarte de banana.

Caminhando em direção ao Monte, com o Canal da Mancha ao lado esquerdo.

Vista do alto do Monte, antes da maré subir

Enquanto se sobe até o topo do Monte há lojinhas, Museus, restaurantes e hotéis pelo caminho

O Mont Saint Michel fica bem distante de Paris, 360 km. Neste completíssimo post da Maria Lina, do Conexão Paris, todas as informações práticas. Então é bom ter claro que a melhor opção é passar pelo menos uma noite por lá, mesmo assim recomendo ainda que na correria, o lugar é mágico e único.

Até a próxima St Michel!

Vale do Loire – Chambord

06/05/2010

O último castelo visitado foi Chambord.  A essa altura já estávamos achando normal a vida em castelos :) mas Chambord é enorme e realmente impressiona. Foi residência de caça e veraneio  frequentada por reis como Francisco I e Luis XIV.

Chambord tem 2 pontos de interesse além dele mesmo: o Simca Chambord em exposição (sim, a música ficou na minha cabeça durante toda a visita)

e a escada em dupla-hélice supostamente projetada por Leonardo da Vinci, em que a pessoa que desce nunca se encontra com a que está subindo.

O interior do castelo chega a ser até meio precário em relação aos outros 2 visitados, Chenonceau e Cheverny, mas Chambord me conquistou porque tinha jeito de castelo de verdade, até a escuridão dentro dele, as paredes meio mal pintadas… Gosto do que é e parece antigo. Grécia, oi? :)

O Castelo de Chambord foi construído por meu xará, Francisco I., portanto sua inicial está por todos os lugares, no melhor estilo “Onde está Wally?” Adorei!

Paris – La Closerie des Lilas

27/04/2010

La Closerie de Lilas é uma Brasserie/Restaurante chiquérrima, indicada por uma tia meio francesa e que ia 2 vezes por ano à Paris (que chato :D ).

Frequentado por Lenin, Trotsky, Hemingway, que inclusive escreveu uma boa parte de “O sol também se levanta” sentado no terraço do Closerie.

Mega tradicional, na noite em que visitamos aparentemente não havia forasteiros, éramos as únicas :) . Foi o único lugar onde vimos só franceses e de acordo com a idéia que fazemos deles. É verdade que os frequentadores (e os garçons) tinham um certo ar esnobe, mas valeu e muito. O jantar estava perfeito, a sobremesa inesquecível e o atendimento impecável. Coisa de cinema mesmo. Merecia uma produção no visual já que estávamos meio detonadas depois do dia de tour intenso. Fica pra próxima.

Para quem ficou interessado: Blvd Montparnasse 171, metrô Vavin. (Mas ninguém chega a pé haha). Foi o único lugar que vimos em Paris com manobrista na porta!!

Vale do Loire – Cheverny com almoço

25/04/2010

Como já escrevi no post anterior, fizemos o passeio com a Cityrama, que incluia 3 castelos. Almoço opcional. Escolhemos o passeio sem almoço e no fim foi uma escolha errada. Tivemos que esperar muito para ser atendidos, enquanto nossos amigos de tour comiam felizes acomodados rapidamente pela nossa guia :x . A nossa creperia, aparentemente vazia e rápida,  tinha somente uma funcionária que fazia tudo, inclusive cozinhar. E perder tanto tempo para uma refeição durante um passeio guiado, em que o tempo já é escasso,  é um desperdício, mesmo sendo pra degustar um crepe e saborear uma taça de cidra, as especialidades da Bretanha.  

Com esta mensagem tão lindamente escrita fica difícil reclamar do atendimento sem se sentir um ogro.

Difícil reclamar do atendimento e não sentir-se um ogro após ler essa mensagem estratégica da creperia

A nossa viagem teve Paris como objetivo principal,  então foi muito bacana ter almoçado ali, ao lado do Castelo de Cheverny, uma amostra de cidadezinha francesa. Era apenas uma rua porém charmosa demais. 

   

A creperia express :lol:  

  

O crepe integral com ovo mole. Bonito mas sem gosto :(    

  Essa Cidra típica da região valeu a pena. A aparência é super artesanal e me fez lembrar a iTubaína :D Somente a aparência, calma :lol:

  

Ao Castelo:  

Cheverny, dos 3 que conhecemos, me pareceu o menos castelo e mais mansão, talvez por não ser um castelo real. Parece mais moderno e bem conservado, a família ainda mora por lá. Gostei muito de ver os quartos (fora de uso) da família,  sala de jantar, coleções e antiguidades, tudo pensado para dar a impressão que os moradores acabaram de sair.   

  

A coleção de armas e armaduras fascinam os homens e crianças. Às vezes é difícil  acreditar que eram usados de verdade. Dureza!   

Vale do Loire – Chenonceau

22/04/2010

O passeio foi realizado com a empresa Cityrama.

(Foto: Liberty Internacional)

De Paris, saímos de manhã em direção ao Vale do Loire para visitar 3 castelos: Chenonceau, Cheverny e Chambord. A visita é meio corrida e cronometrada. Em alguns momentos é maratona mesmo :D

Pelas estradas em direção ao Vale do Loire

Entretanto, possui o privilégio e o conforto de não ter que planejar nada. Não sei se conseguiríamos visitar 3 castelos em um dia de maneira independente.

Acho que para quem tem pouco tempo vale a pena. Havia muitas pessoas sozinhas no tour, uma solução para não se sentir tão sozinho e de quebra ainda conseguir “amigos” que tirem suas fotos.

Castelo visto da estrada no Vale do Loire

Começamos por Chenonceau, conhecido também como o Castelo das 7 Damas. Catarina de Médicis e Diane de Poitiers foram algumas das donas deste belíssimo Castelo.

Em vez de ficarmos seguindo a  guia, optamos por andar livremente pelos castelos e com os fones que nos deram ouvíamos o que ela falava (o fone também nos dava pistas de quando nos afastávamos demais do grupo). Essa tática nos deu mais liberdade e parávamos somente no que nos interessava.

Rio Cher, à direita do Castelo Chenonceau

Minha mãe se encantou com a cozinha do Chenonceau. Muito bonita e com um cais estratégico que dá ao Rio Cher e permite a descarga direta de mercadorias até a cozinha.

 

Em julho foi bem difícil conseguir fotos sem multidões e mais ainda conseguir belas imagens dos castelos, por isso comprei o livro “Os Castelos do Loire” – em português, vendido nas lojas de cada castelo e publicado em praticamente todas as línguas.


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