Archive for julho \15\UTC 2010

Santiago no Inverno – Estações de Esqui

15/07/2010

Todas as fotos são da estação El Colorado.

Geralmente os brasileiros adoram visitar o Chile em julho, por causa da neve. A alta temporada pra valer é durante o verão, quando o tempo fica agradável para percorrer o país de norte a sul. No inverno, o melhor é ficar em Stgo , esquiar nas estações próximas à capital ou dar uma esticada até San Pedro de Atacama.

As estações mais conhecidas são:

– Valle Nevado (é um complexo com 3 hotéis) – Fica a uma hora de Stgo, por uma estrada sinuosa. Eu aconselho passar o dia, a não ser que vcs queiram aprender a esquiar e curtir a estação.

– Portillo – Fica a 4 horas da capital e não recomendo como passeio de um dia. Além de longe demais é  pra lá que vão as feras do esporte. Portanto a ordem é esquiar até cansar. Não se faz outra coisa. A neve é de excelente qualidade, o lugar é bonito, mas para uma primeira visita, a localização não favorece.

– Pucón (Sul) – a estação é bem mais modesta, mas fica aos pés do vulcão Villarrica e a cidade é charmosa demais. Recomendo, mesmo com frio, uma passada por essa cidade. Lá tb há muitas cabañas para alugar e é baixa temporada, preços láaaa embaixo. Pucón é lindíssima no verão. Imagine Campos do Jordão com vulcão nevado, termas e praia. Assim é Pucón.

– Termas de Chillán (Sul) é mais agradável para quem não sabe esquiar muito bem porque tem alternativas, como as termas e a região dos lagos para conhecer. São vários hotéis também que fazem parte do complexo e o melhor, claro, é o mais caro…

Voltando ao Valle Nevado, pela mesma estrada, existem mais 3 estações, não tão conhecidas aqui, mas muito usadas pelos próprios chilenos. La Parva, El Colorado e Farellones ficam antes de Valle Nevado. Lá há opções de hospedagem variadas como alugar uma cabaña ou pequenas hospedarias, o que pode ser bem legal para quem  vai com crianças ou passar só o dia. As mesmas empresas que levam até o Valle Nevado fazem  esse transporte.

Para passar o dia, os guias provavelmente cobrarão uns U$ 70 pelo passeio. Olha, é um $ mal pago, porque o “passeio” se resume a um transporte até a estação. O melhor é usar os serviços da Ski Total que sai de alguns shoppings (Parque Arauco, Alto Las Condes, Av. Apoquindo), eles cobram U$15 pelo transporte e alugam todos os equipamentos e roupas. No site tem listas de preços. Luvas, óculos e botas impermeáveis são essenciais, mesmo que  não vá esquiar. Não precisa marcar horário, é só chegar às 8 da manhã, todos os dias durante a alta temporada de inverno.

Vale muito a pena passar o dia, inclusive muita gente se hospeda em Stgo e sobe todos os dias para o Valle Nevado, porque assim pode aproveitar a cidade que oferece muita coisa legal.

Leve um lanchinho se estiver em viagem econômica, porque é passeio para o dia inteiro e lá as coisas são carésimas, tipo um chocolate quente por 20 reais. Os únicos restaurantes são os dos hotéis. Não se acanhe, os europeus são os primeiros a tirar o lanche de mortadela da mochila :D.

Um pisco sour na neve é um luxo e ainda esquenta. Recomendo mucho!

Quanto às roupas prefira sair da cidade com roupas mais coladas, porque as roupas para neve vão por cima das que já está usando. Eu gosto daquelas bailarinas com meia-calça de lã por baixo, e blusa pode ser uma cacharel com uma fleece por cima. Meias grossas e cachecol. Se o dia estiver ensolarado, não esqueça o protetor solar e os óculos escuros!

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Chile – Dulce Patria

15/07/2010

Desde que criei este blog venho enrolando para escrever sobre o Chile. Na verdade não sabia por onde começar.

O Chile e o Brasil se fundem em minhas experiências e lembranças e às vezes não sei bem se o que vi e vivi foi lá ou aqui. 

Fiz a travessia Brasil-Chile muitas vezes, de avião, ônibus e até de carro! Também fui moradora por um tempo, o que é beeem diferente.

Na época da faculdade, que comecei cursando em SP, decidi num ímpeto juvenil sair em busca das minhas raízes e transferi a matrícula de jornalismo para Santiago. Fiquei durante 4 anos e aprendi muito sobre esse lugar que eu conhecia através da memória dos meus pais. Nesses 4 longos anos senti na pele a saudade, a importância da família e amigos, aprendi a me virar sozinha e me senti estrangeira em meu próprio país.

Nasci em Santiago do Chile, mas ainda bebê mudei para São Paulo. Cresci com a Turma do Balão Mágico e ao som de Chico Buarque, o Brasil está entranhado em mim, mas a pátria-mãe interferiu definitivamente no meu gosto musical, gastronômico e cultural.

Último dia em Paris – Rodin e Cluny

12/07/2010

No nosso último dia em Paris fizemos um roteiro mais leve já que tínhamos o voo marcado para a tarde.

Começamos pelo Museu Rodin, em seguida o Museu de Cluny e dedicamos o tempo que nos restou a flanar pela Île de la Cité e a Île St Louis.

O Museu Rodin é imperdível, seus jardins são maravilhosos e é um ótimo lugar para passar um domingo ensolarado. Há uma lanchonete com mesas ao ar livre nos jardins do Museu.

Para quem não conhece muito do artista e de sua amada Camille, recomendo assistir o filme Camille Claudel que provavelmente ajudará a entender melhor as obras e sua importância. É válido também comparar com outras obras do período e comprovar por que Auguste Rodin é considerado um escultor tão polêmico.

O Museu de Cluny não é dos mais procurados em Paris, mas para quem aprecia ou se interessa pela Idade Média é indispensável. Os pontos altos são as termas galo-romanas que datam do século I d.C., a série de tapeçaria A Dama e o Unicórnio e uma infinidade de objetos de uso cotidiano do período medieval.

Não dá para falar sobre o Cluny sem citar o excelente post do Matraqueando, que explica tintim por tintim tudo o que você precisa saber sobre este ótimo museu. Voilà!

Mont St Michel – Normandia

06/07/2010

Com um dia livre sem roteiro definido, tínhamos 3 alternativas: flanar por Paris, ir a Londres por um dia via TGV ou passar o dia no Mont St Michel.

Deixei por conta da minha companheira de viagem, já que estávamos lá realizando desejos e fomos para a última opção.

Para otimizar o tempo e relaxar um pouco, era nosso penúltimo dia de viagem, fomos com a Cityrama. O preço é meio salgado, por volta de 150 euros, mas inclui um bom almoço com vista para o Monte e passei as minhas melhores horas de sono na França no trajeto até lá.

Pelo caminho:

O almoço, no Restaurant  Sur Le Mont St Michel, regado a Cidre Brut:

Entrada: Omelete típica da região, com um sabor diferente e levinha.

O prato principal: Foie Gras.

A sobremesa: Tarte de banana.

Caminhando em direção ao Monte, com o Canal da Mancha ao lado esquerdo.

Vista do alto do Monte, antes da maré subir

Enquanto se sobe até o topo do Monte há lojinhas, Museus, restaurantes e hotéis pelo caminho

O Mont Saint Michel fica bem distante de Paris, 360 km. Neste completíssimo post da Maria Lina, do Conexão Paris, todas as informações práticas. Então é bom ter claro que a melhor opção é passar pelo menos uma noite por lá, mesmo assim recomendo ainda que na correria, o lugar é mágico e único.

Até a próxima St Michel!