Archive for the ‘França’ Category

Dicas Paris no inverno

05/03/2016

1 – Não economize nas luvas. As que usamos aqui não servem. Se tiver dúvida, compre por lá. Saia sempre com elas, mesmo que pareça que não vai usar. Cachecol e gorro são essenciais também.

2 – Os sapatos devem ter solados que isolem a temperatura baixa. Pés gelados estragam as caminhadas. Eu levei botas da Timberland e usava meias de trekking, um pouco mais grossas que as normais. Botas com pelo interno e meias térmicas também são interessantes. Tudo depende do seu frio. Aconselho sair daqui do Brasil com seu kit bota/meias. Não dá pra arriscar não achar por lá e perde-se muito tempo procurando.

3 – Levei uma jaqueta mais pesada que já tinha de uma viagem anterior ao Chile. Mas queria algo mais leve e moderno, como as doudounes, que agasalham muito bem e são leves. Uma doudoune custa até 500 euros, mas eu comprei uma similar na Uniqlo por 40 euros, na época uns R$ 100,00. A grande vantagem desse tipo de jaqueta é que vc não precisa fazer o look cebola. Eu saia de camiseta e a doudoune genérica por cima. Explico: qualquer lugar fechado é climatizado, ou seja, super quente. Então é um tira-e-põe o dia inteiro. Imaginem carregar 4 blusas cada vez que vc entra num lugar fechado… Eu preferi comprar a minha jaqueta por lá porque era mais barato além de ser mais adequado ao clima deles.

4 – Jaquetas jeans e lenços, no inverno europeu, são totalmente dispensáveis. A não ser que sua jaqueta seja super forrada.

5 – Em Paris, como os parisienses. Use os cafés. Não espere virar picolé para decidir se aquecer. De vez em quando, escolha um deles, tome um café ou um conhaque, aprecie a paisagem e se aqueça.

6 – Ande com um protetor de lábios na bolsa. No meu caso, até a minha pálpebra rachou de tanto frio.

7 – Uma viagem, nessa época, pede um ritmo mais lento do que no verão. Vc terá menos horas de sol. Aproveite para dormir um pouco mais de manhã ou chegar mais cedo no hotel. Leve um vinho pro hotel e aproveite os queijos maravilhosos. Se for viciado em TV não esqueça que os canais estão todos em francês 🙂 Leve seu tablet, ajuda.

8 – Vc tirará menos fotos que no verão. Em compensação, as fotos serão lindas. Deixe a máquina ou o celular junto ao corpo, às vezes esses equipamentos travam quando o frio é extremo.

9 – Se nevar, aproveite. Tire muitas fotos. Mas não esqueça que a neve é molhada. Proteja os pés. E cuidado para não escorregar. Rapidamente vc vai aprender que existem vários tipos de neve rs.

10 – Antes de sair de qualquer lugar com aquecimento, faça todo o ritual de vestir todos os seus apetrechos. Outra coisa, lá o sol não significa calor.

 

 

Paris no Inverno

04/03/2016

Relato e fotos referentes a dezembro/2010.

Paris sempre será Paris. Não importa se é verão ou inverno. Mas cada viajante tem as suas preferências. Eu prefiro o verão. Mas o inverno tem seu charme e pra quem é viciado na cidade, como eu, vale a pena ir pelo menos uma vez, nesta estação.

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Champs Elysées e Arco do Triunfo

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Roda que nesta época fica na Place de la Concorde

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Champs à noite

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Decoração natalina na Printemps

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Decoração natalina na Galeria Laffayette

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Café Les deux Magots – St Germain

Pra quem nunca viveu em lugares frios, é tudo uma festa. Eu fui entre o Natal e o Reveillon, portanto a cidade estava repleta de turistas, que buscam inclusive, um lugar mais quente (!) que seus próprios países. As roupas e acessórios são incríveis e é uma diversão ficar sentado num dos cafés admirando os modelitos.

Em frente à Torre Eiffel instala-se uma feirinha de inverno, muito comum e típica da Europa nessa época. Lá podem-se encontrar quitutes e alguns acessórios de várias regiões. Dá vontade de comer tudo, as barracas são muito estruturadas e com aquele toque parisiense que deixa tudo charmoso.  Vi aqui uma pequena pista de esquí com neve artificial.

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Também vi na Champs Elysées a exposição das esculturas de gelo, custava 10 euros, mas infelizmente não fui. Também na mesma avenida, outra feirinha natalina bem extensa.

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feira natalina

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feira natalina

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feira natalina

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antes que a moda chegasse por aqui


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Feirinha natalina na Champs Elysèes

 

 

Open Tour no inverno – Paris

26/02/2011

Todas as fotos deste post foram tiradas desde o ônibus Open Tour da Cityrama entre 29 e 30 de dezembro de 2010.

O post sobre os ônibus panorâmicos que circulam por Paris é um dos campeões de visitas neste blog, motivo suficiente para escrever outro, desta vez com a experiência de usá-los durante o inverno parisiense.

Antes de chegar a Paris pensei que não seria interessante pelo frio e também por já conhecer a cidade. Me enganei. Mesmo no inverno continua sendo um ótimo lugar para ver a cidade sob outro ângulo e consegui r algumas fotografias incríveis. Para quem visita a cidade pela primeira vez diria até que é imperdível, já que dá uma dimensão melhor da beleza (de tirar o fôlego) da Cidade-luz.

É claro que há alguns inconvenientes. Pode chover (inacreditavelmente ninguém se move!). Os turistas resistem bravamente à intempérie :D. O frio é de rachar. Cachecóis, gorros e luvas (boas!) são essenciais.

Outro contra é a quantidade reduzida de ônibus circulando. O problema é que entre o Natal e o Ano Novo a cidade fica absurdamente LOTADA, afinal quem não quer passar o Reveillon em Paris? E os ônibus estão sempre cheios, faça frio, neve ou chuva.

No dia 02 de janeiro tudo começa a voltar ao normal e aí faz mais sentido a redução de ônibus… Não seria má idéia que a Cityrama aumentasse a circulação nessa semaninha natalina…

Último dia em Paris – Rodin e Cluny

12/07/2010

No nosso último dia em Paris fizemos um roteiro mais leve já que tínhamos o voo marcado para a tarde.

Começamos pelo Museu Rodin, em seguida o Museu de Cluny e dedicamos o tempo que nos restou a flanar pela Île de la Cité e a Île St Louis.

O Museu Rodin é imperdível, seus jardins são maravilhosos e é um ótimo lugar para passar um domingo ensolarado. Há uma lanchonete com mesas ao ar livre nos jardins do Museu.

Para quem não conhece muito do artista e de sua amada Camille, recomendo assistir o filme Camille Claudel que provavelmente ajudará a entender melhor as obras e sua importância. É válido também comparar com outras obras do período e comprovar por que Auguste Rodin é considerado um escultor tão polêmico.

O Museu de Cluny não é dos mais procurados em Paris, mas para quem aprecia ou se interessa pela Idade Média é indispensável. Os pontos altos são as termas galo-romanas que datam do século I d.C., a série de tapeçaria A Dama e o Unicórnio e uma infinidade de objetos de uso cotidiano do período medieval.

Não dá para falar sobre o Cluny sem citar o excelente post do Matraqueando, que explica tintim por tintim tudo o que você precisa saber sobre este ótimo museu. Voilà!

Mont St Michel – Normandia

06/07/2010

Com um dia livre sem roteiro definido, tínhamos 3 alternativas: flanar por Paris, ir a Londres por um dia via TGV ou passar o dia no Mont St Michel.

Deixei por conta da minha companheira de viagem, já que estávamos lá realizando desejos e fomos para a última opção.

Para otimizar o tempo e relaxar um pouco, era nosso penúltimo dia de viagem, fomos com a Cityrama. O preço é meio salgado, por volta de 150 euros, mas inclui um bom almoço com vista para o Monte e passei as minhas melhores horas de sono na França no trajeto até lá.

Pelo caminho:

O almoço, no Restaurant  Sur Le Mont St Michel, regado a Cidre Brut:

Entrada: Omelete típica da região, com um sabor diferente e levinha.

O prato principal: Foie Gras.

A sobremesa: Tarte de banana.

Caminhando em direção ao Monte, com o Canal da Mancha ao lado esquerdo.

Vista do alto do Monte, antes da maré subir

Enquanto se sobe até o topo do Monte há lojinhas, Museus, restaurantes e hotéis pelo caminho

O Mont Saint Michel fica bem distante de Paris, 360 km. Neste completíssimo post da Maria Lina, do Conexão Paris, todas as informações práticas. Então é bom ter claro que a melhor opção é passar pelo menos uma noite por lá, mesmo assim recomendo ainda que na correria, o lugar é mágico e único.

Até a próxima St Michel!

Vale do Loire – Chambord

06/05/2010

O último castelo visitado foi Chambord.  A essa altura já estávamos achando normal a vida em castelos 🙂 mas Chambord é enorme e realmente impressiona. Foi residência de caça e veraneio  frequentada por reis como Francisco I e Luis XIV.

Chambord tem 2 pontos de interesse além dele mesmo: o Simca Chambord em exposição (sim, a música ficou na minha cabeça durante toda a visita)

e a escada em dupla-hélice supostamente projetada por Leonardo da Vinci, em que a pessoa que desce nunca se encontra com a que está subindo.

O interior do castelo chega a ser até meio precário em relação aos outros 2 visitados, Chenonceau e Cheverny, mas Chambord me conquistou porque tinha jeito de castelo de verdade, até a escuridão dentro dele, as paredes meio mal pintadas… Gosto do que é e parece antigo. Grécia, oi? 🙂

O Castelo de Chambord foi construído por meu xará, Francisco I., portanto sua inicial está por todos os lugares, no melhor estilo “Onde está Wally?” Adorei!

Paris – La Closerie des Lilas

27/04/2010

La Closerie de Lilas é uma Brasserie/Restaurante chiquérrima, indicada por uma tia meio francesa e que ia 2 vezes por ano à Paris (que chato :D).

Frequentado por Lenin, Trotsky, Hemingway, que inclusive escreveu uma boa parte de “O sol também se levanta” sentado no terraço do Closerie.

Mega tradicional, na noite em que visitamos aparentemente não havia forasteiros, éramos as únicas :). Foi o único lugar onde vimos só franceses e de acordo com a idéia que fazemos deles. É verdade que os frequentadores (e os garçons) tinham um certo ar esnobe, mas valeu e muito. O jantar estava perfeito, a sobremesa inesquecível e o atendimento impecável. Coisa de cinema mesmo. Merecia uma produção no visual já que estávamos meio detonadas depois do dia de tour intenso. Fica pra próxima.

Para quem ficou interessado: Blvd Montparnasse 171, metrô Vavin. (Mas ninguém chega a pé haha). Foi o único lugar que vimos em Paris com manobrista na porta!!

Vale do Loire – Cheverny com almoço

25/04/2010

Como já escrevi no post anterior, fizemos o passeio com a Cityrama, que incluia 3 castelos. Almoço opcional. Escolhemos o passeio sem almoço e no fim foi uma escolha errada. Tivemos que esperar muito para ser atendidos, enquanto nossos amigos de tour comiam felizes acomodados rapidamente pela nossa guia :x. A nossa creperia, aparentemente vazia e rápida,  tinha somente uma funcionária que fazia tudo, inclusive cozinhar. E perder tanto tempo para uma refeição durante um passeio guiado, em que o tempo já é escasso,  é um desperdício, mesmo sendo pra degustar um crepe e saborear uma taça de cidra, as especialidades da Bretanha.  

Com esta mensagem tão lindamente escrita fica difícil reclamar do atendimento sem se sentir um ogro.

Difícil reclamar do atendimento e não sentir-se um ogro após ler essa mensagem estratégica da creperia

A nossa viagem teve Paris como objetivo principal,  então foi muito bacana ter almoçado ali, ao lado do Castelo de Cheverny, uma amostra de cidadezinha francesa. Era apenas uma rua porém charmosa demais. 

   

A creperia express 😆 

  

O crepe integral com ovo mole. Bonito mas sem gosto 😦   

  Essa Cidra típica da região valeu a pena. A aparência é super artesanal e me fez lembrar a iTubaína 😀 Somente a aparência, calma 😆

  

Ao Castelo:  

Cheverny, dos 3 que conhecemos, me pareceu o menos castelo e mais mansão, talvez por não ser um castelo real. Parece mais moderno e bem conservado, a família ainda mora por lá. Gostei muito de ver os quartos (fora de uso) da família,  sala de jantar, coleções e antiguidades, tudo pensado para dar a impressão que os moradores acabaram de sair.   

  

A coleção de armas e armaduras fascinam os homens e crianças. Às vezes é difícil  acreditar que eram usados de verdade. Dureza!   

Vale do Loire – Chenonceau

22/04/2010

O passeio foi realizado com a empresa Cityrama.

(Foto: Liberty Internacional)

De Paris, saímos de manhã em direção ao Vale do Loire para visitar 3 castelos: Chenonceau, Cheverny e Chambord. A visita é meio corrida e cronometrada. Em alguns momentos é maratona mesmo 😀

Pelas estradas em direção ao Vale do Loire

Entretanto, possui o privilégio e o conforto de não ter que planejar nada. Não sei se conseguiríamos visitar 3 castelos em um dia de maneira independente.

Acho que para quem tem pouco tempo vale a pena. Havia muitas pessoas sozinhas no tour, uma solução para não se sentir tão sozinho e de quebra ainda conseguir “amigos” que tirem suas fotos.

Castelo visto da estrada no Vale do Loire

Começamos por Chenonceau, conhecido também como o Castelo das 7 Damas. Catarina de Médicis e Diane de Poitiers foram algumas das donas deste belíssimo Castelo.

Em vez de ficarmos seguindo a  guia, optamos por andar livremente pelos castelos e com os fones que nos deram ouvíamos o que ela falava (o fone também nos dava pistas de quando nos afastávamos demais do grupo). Essa tática nos deu mais liberdade e parávamos somente no que nos interessava.

Rio Cher, à direita do Castelo Chenonceau

Minha mãe se encantou com a cozinha do Chenonceau. Muito bonita e com um cais estratégico que dá ao Rio Cher e permite a descarga direta de mercadorias até a cozinha.

 

Em julho foi bem difícil conseguir fotos sem multidões e mais ainda conseguir belas imagens dos castelos, por isso comprei o livro “Os Castelos do Loire” – em português, vendido nas lojas de cada castelo e publicado em praticamente todas as línguas.

Paris – Le Train Bleu

21/04/2010

Este restaurante fica dentro da estação Gare de Lyon, de uma época em que era chiquérrimo frequentá-los. Pelo que entendi, hoje não é mais assim, mas o Le Train Blue mantém a boa comida e tradição além do lugar ser tudo o que a gente imagina sobre a Belle Époque francesa. Fantástico.

A entrada – Foi a coisa mais absurda que já comi. Abacate, pimenta com molho de tomate, grapefruit e gelatina, camarões e lagosta.

O Prato principal – Delícia! Salmão com um purê de tomate com amendoim e abobrinha. Huuum!

A Sobremesa – Escolhemos a sugestão do chef e nos serviram um sorvete com calda de damasco e essa espécie de bolachona feita por eles. Infelizmente não lembro os nomes dos pratos, mas pedimos o Menú do almoço, que inclui meia garrafa de vinho para cada, água e os 3 pratos. Total 48 euros.

Se quiser só conhecer, não se acanhe. São muitos os turistas que pedem para dar uma “olhadinha”. À tarde também é possível tomar um café ou chá da tarde. Meu sonho de consumo é o brunch aos domingos :D.

Tanto a estação Gare de Lyon como o restaurante aparecem no início do hilário “As férias de Mr. Bean” .