Posts Tagged ‘Chile’

Vuelvo a mi país

03/10/2012

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Una vez más cruzaré la cordillera.

Volveré a sentir la brisa helada, el olor a marraqueta,  a caminar por Ahumada, a tomar muchos tecitos, a esperar la once con palta, a encantarme con la rapidez de raciocinio y el humor tan característico de mi gente, a sentirme orgullosa de haber nacido en un país tan único.

Cada vez que escucho “Srs pasajeros, bienvenidos a Santiago” se me pone la piel de gallina.

La primera vez que lo escuché, en que muchos volvían después de años de exílio voluntario, alguién sacó la canción nacional y las lágrimas se multiplicaron entre los pasajeros. Ya no hay canción nacional cuando llegamos, pero la emoción para mí sigue la misma.

Ahí encuentro a gente como mi familia. Abuelitas iguales a las mías; a mamás que retan a los niños igual a la mía; a parejas que bailan rock’n’roll como mis papás; que comen charquikán, porotos granados, cazuela, estofado; que escuchan La Sonora Palacios y la peineta; que cuentan el mismo chiste que cuenta mi papá desde que llegó a Brasil el 77.

Encuentro mis raíces.

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Stgo do Chile – do aeroporto ao hotel

26/02/2011

Geralmente quando alguém me pede dicas sobre Santiago, como ir do aeroporto ao hotel é a no. 1 em pedidos. O Aeroporto Internacional Arturo Merino Benitez está a uma distância razoável do centro da cidade, 17 km.

A maneira mais econômica de chegar ao centro da cidade é o Turtransfer. Mas o transfer só é vantagem se você estiver sozinho ou no máximo acompanhado de mais uma pessoa. O percurso custa por volta de 10 dólares cada.

O táxi no Chile é baratíssimo, dá para usar sem medo também. Caso prefira algo mais seguro, passe direto pelos vários gentis homens que estarão esperando loucamente por você no desembarque e vá direto ao balcão dos taxis credenciados que deverá estar à sua frente à direita. Esse serviço custa em torno de 25 dólares.

Uma opção econômica é o ônibus CentroPuerto que vai até o Terminal Los Héroes (estação de metrô), o Tour Bus vai até o centro de Santiago. E estão também as vans TransVip e TransCity que chegam a diversos bairros da cidade. O bilhete pode ser comprado em guichês próximos à retirada da bagagem.

Santiago no Inverno – Estações de Esqui

15/07/2010

Todas as fotos são da estação El Colorado.

Geralmente os brasileiros adoram visitar o Chile em julho, por causa da neve. A alta temporada pra valer é durante o verão, quando o tempo fica agradável para percorrer o país de norte a sul. No inverno, o melhor é ficar em Stgo , esquiar nas estações próximas à capital ou dar uma esticada até San Pedro de Atacama.

As estações mais conhecidas são:

– Valle Nevado (é um complexo com 3 hotéis) – Fica a uma hora de Stgo, por uma estrada sinuosa. Eu aconselho passar o dia, a não ser que vcs queiram aprender a esquiar e curtir a estação.

– Portillo – Fica a 4 horas da capital e não recomendo como passeio de um dia. Além de longe demais é  pra lá que vão as feras do esporte. Portanto a ordem é esquiar até cansar. Não se faz outra coisa. A neve é de excelente qualidade, o lugar é bonito, mas para uma primeira visita, a localização não favorece.

– Pucón (Sul) – a estação é bem mais modesta, mas fica aos pés do vulcão Villarrica e a cidade é charmosa demais. Recomendo, mesmo com frio, uma passada por essa cidade. Lá tb há muitas cabañas para alugar e é baixa temporada, preços láaaa embaixo. Pucón é lindíssima no verão. Imagine Campos do Jordão com vulcão nevado, termas e praia. Assim é Pucón.

– Termas de Chillán (Sul) é mais agradável para quem não sabe esquiar muito bem porque tem alternativas, como as termas e a região dos lagos para conhecer. São vários hotéis também que fazem parte do complexo e o melhor, claro, é o mais caro…

Voltando ao Valle Nevado, pela mesma estrada, existem mais 3 estações, não tão conhecidas aqui, mas muito usadas pelos próprios chilenos. La Parva, El Colorado e Farellones ficam antes de Valle Nevado. Lá há opções de hospedagem variadas como alugar uma cabaña ou pequenas hospedarias, o que pode ser bem legal para quem  vai com crianças ou passar só o dia. As mesmas empresas que levam até o Valle Nevado fazem  esse transporte.

Para passar o dia, os guias provavelmente cobrarão uns U$ 70 pelo passeio. Olha, é um $ mal pago, porque o “passeio” se resume a um transporte até a estação. O melhor é usar os serviços da Ski Total que sai de alguns shoppings (Parque Arauco, Alto Las Condes, Av. Apoquindo), eles cobram U$15 pelo transporte e alugam todos os equipamentos e roupas. No site tem listas de preços. Luvas, óculos e botas impermeáveis são essenciais, mesmo que  não vá esquiar. Não precisa marcar horário, é só chegar às 8 da manhã, todos os dias durante a alta temporada de inverno.

Vale muito a pena passar o dia, inclusive muita gente se hospeda em Stgo e sobe todos os dias para o Valle Nevado, porque assim pode aproveitar a cidade que oferece muita coisa legal.

Leve um lanchinho se estiver em viagem econômica, porque é passeio para o dia inteiro e lá as coisas são carésimas, tipo um chocolate quente por 20 reais. Os únicos restaurantes são os dos hotéis. Não se acanhe, os europeus são os primeiros a tirar o lanche de mortadela da mochila :D.

Um pisco sour na neve é um luxo e ainda esquenta. Recomendo mucho!

Quanto às roupas prefira sair da cidade com roupas mais coladas, porque as roupas para neve vão por cima das que já está usando. Eu gosto daquelas bailarinas com meia-calça de lã por baixo, e blusa pode ser uma cacharel com uma fleece por cima. Meias grossas e cachecol. Se o dia estiver ensolarado, não esqueça o protetor solar e os óculos escuros!

Chile – Dulce Patria

15/07/2010

Desde que criei este blog venho enrolando para escrever sobre o Chile. Na verdade não sabia por onde começar.

O Chile e o Brasil se fundem em minhas experiências e lembranças e às vezes não sei bem se o que vi e vivi foi lá ou aqui. 

Fiz a travessia Brasil-Chile muitas vezes, de avião, ônibus e até de carro! Também fui moradora por um tempo, o que é beeem diferente.

Na época da faculdade, que comecei cursando em SP, decidi num ímpeto juvenil sair em busca das minhas raízes e transferi a matrícula de jornalismo para Santiago. Fiquei durante 4 anos e aprendi muito sobre esse lugar que eu conhecia através da memória dos meus pais. Nesses 4 longos anos senti na pele a saudade, a importância da família e amigos, aprendi a me virar sozinha e me senti estrangeira em meu próprio país.

Nasci em Santiago do Chile, mas ainda bebê mudei para São Paulo. Cresci com a Turma do Balão Mágico e ao som de Chico Buarque, o Brasil está entranhado em mim, mas a pátria-mãe interferiu definitivamente no meu gosto musical, gastronômico e cultural.